À importância da contração do assoalho pélvico no pilates!

Muitos são os exercícios de Pilates e grandes são as possibilidades de variações a fim de se trabalhar o corpo como um todo. Porém, muitos Fisioterapeutas ou Educadores físicos se esquecem de uma musculatura muito importante a ser trabalhada: o Assoalho Pélvico (AP).

O AP encontra-se no interior da pelve e tem a função de sustentar as vísceras (bexiga, reto, próstata no homem, útero e vagina na mulher). A todo momento sofremos ação da gravidade sobre nossos músculos, assim como também nesta região. Grande é a importância de enfatizar a sua contração, chamada comumente de contração perineal, durante a realização dos exercícios, principalmente durante abdominais vigorosos do Pilates ou do treinamento funcional, assim como em outras atividades de impacto ou que levem pressão excessiva para a região.

Alguns exercícios no Pilates contribuem para uma expansão abdominal que aumenta a pressão no AP. Vamos tomar como exemplo, o exercício Knee Stretch Round. Quando realizamos a flexão da coluna neste exercício, colocamos em ação a musculatura abdominal, primeiramente agindo com ação isométrica de estabilização de costelas. Então, no decorrer do movimento, ocorre o abaixamento das costelas. Este enrolamento da coluna em direção à pelve leva à compressão das vísceras abdominais e pélvicas neste mesmo sentido. Geralmente quando executamos o movimento e a contração abdominal, realizamos a expiração forçada, contribuindo ainda mais para uma expansão abdominal, aumentando ainda mais a pressão da caixa torácica e por consequência a pressão sobre o AP.

Quais são as possíveis consequências de colocarmos força de pressão sobre o AP a longo prazo?

-Pressão sobre as vísceras (prolapso a longo prazo. Exemplo: “bexiga caída”);

-Compressão da próstata nos homens podendo levar à Incontinência Urinária (IU);

-IU principalmente em mulheres pois, possuem o AP mais fraco em relação ao dos homens devido à cavidade vaginal/gravidez/hormônio relaxina (secretado durante a gravidez) /número de partos;

-Prolapsos de órgãos.

Possíveis soluções:

-Sempre realizar a contração abdominal de baixo para cima, com o AP pré contraído;

-Manter o espaço entre a pelve e as costelas, ou seja, manter o crescimento axial durante o exercício além da contração do AP.

IMPORTANTE: O instrutor deve incentivar a contração do AP em todos os exercícios, principalmente nas mulheres, realizando um bom comando verbal e explicando ao aluno o que significa essa contração. Muitos alunos têm dificuldade em entender essa contração, outros às vezes já possuem algum sintoma de IU ou fraqueza do AP, ou até mesmo já passaram por alguma cirurgia pélvica e deixam de relatar ao instrutor! Isso mostra a grande importância de uma boa anamnese! O instrutor deve também tocar o aluno para maior compreensão.

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