Fibromialgia e atividade física !

  

Um estudo realizado, no qual foi monitorado o nível de atividade física de indivíduos com FIBROMIALGIA (FM), observou-se que os mesmos apresentaram níveis reduzidos de atividade física quando comparados com indivíduos saudáveis. Esse fato pode ser explicado por duas possíveis hipóteses: presença de dor ou tentativa de evitar o agravamento dos sintomas da FM, ou seja, medo de se exercitar, tornando o indivíduo cada vez mais inativo (Kop et al., 2005).

A maioria dos pacientes FM sentem-se cansados e indispostos, como resultado da interrupção do sono profundo por rajadas de atividade cerebral. Por conseguinte, estes doentes podem ter dificuldade em cumprir os exercícios aeróbicos padrão (Hamilton et al., 2008). Assim, o exercício utilizando o método Pilates, poderia ser sugerido para pessoas com FM, porque se concentra em contrações isométricas e causa menos fadiga do que exercícios aeróbicos.

Pessoas com FM têm assimetria muscular e posturas antálgicas (Mitani et al., 2006). Jones, Horak, Winters, Morea, and Bennett (2009) demonstraram que a FM pode afetar mecanismos periféricos ou centrais de controle postural, levando ao equilíbrio significativamente prejudicado.

O exercício utilizando o método Pilates pode melhorar a postura prejudicada e o equilíbrio em pacientes com FM, porque as técnicas desta metodologia visam corrigir a postura corporal treinando o sistema muscular como um todo. Mais especificamente, o conceito do método Pilates está no centro do corpo, nos músculos profundos, em proximidade da coluna vertebral, formando uma grande estrutura musculoesquelética na parte superior do corpo, e uma equilibrada musculatura abdominal (Muscolino & Cipriani, 2004a, 2004b).

Embora o exercício utilizando o método Pilates seja geralmente adotado no treinamento para pessoas saudáveis como parte de programas fitness em geral, tem sido sugerido como uma modalidade terapêutica para várias desordens musculoesqueléticas (Blum, 2002; Levine, Kaplanek, Scafura, & Jaffe, 2006). Em vários estudos (Donzelli, Di Domenica, Cova, Galletti, & Giunta, 2006; La Touche et al., 2008) resultados positivos foram relatados na dor lombar crônica, de pacientes que se inscreveram em programas de treinamento do método Pilates.

Os resultados positivos foram atribuídos à formação específica aplicada para o centro de força ou “Power house” (abdome e costas), resultante aumento da capacidade de resistência da coluna vertebral e melhoria da mobilidade nas articulações. Todos os pesquisadores que estudam a clínica dos efeitos do método Pilates concordaram que pesquisas adicionais sobre o assunto se fazem necessárias.

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