O Pilates na Incontinência Urinária Feminina

A incontinência urinaria feminina é um problema comum entre mulheres de diferentes faixas etárias. Mas, por talvez não ser um assunto muito comentado na sociedade ou no círculo de amigas, acaba se tornando um grande tabu na vida de muitas delas.

Isso porque a incontinência urinaria feminina pode ser uma ameaça à autoestima, causando constrangimento nos mais diferentes graus e isolamento. A maioria das pessoas possui completo controle e condenação entre a bexiga e o esfíncter.

Esse processo permite o enchimento da bexiga entre 400 ml e 500 ml, sem que ocorram perdas urinárias.

Na fase de enchimento, a bexiga está relaxada e o esfíncter contraído.

Quando ocorre o esvaziamento da bexiga, é necessário uma coordenação precisa entre a contração do músculo da bexiga e o relaxamento do esfíncter.

Existem alguns tipos de incontinência urinaria, segundo a literatura: Incontinência Urinária por Esforço (IUE); Incontinência Urinária de Urgência (IUU); Incontinência Mista (IM); Incontinência Urinária por Transbordamento ou Gotejamento (IUT).

Muitos estudos apontam associação significativa de Incontinência Urinária feminina com elevado índice de massa corporal (IMC), como também com uma circunferência abdominal maior que 88 cm.

Outros fatores importantes a incontinência urinária feminina:

Infecções urinárias ou vaginais; Efeitos colaterais de medicamentos; Constipação intestinal; Fraqueza de alguns músculos; Doenças que afetam os nervos ou músculos; Alguns tipos de cirurgia ginecológica e outras; Uso de medicamentos; Trauma do assoalho pélvico;  Várias gestações; Exercícios intensos na região abdominal; Idade; Constipação; Tabagismo; Doenças crônicas; Obesidade; Fatores hereditários; Raça entre outros.

O Pilates para a Incontinência Urinária Feminina

Além de cirurgias, remédios e fisioterapia como os tratamentos mais comuns utilizados, atualmente o Pilates está ganhando força no tratamento e na prevenção.

Isso se deve a um dos principais objetivos do Método: o fortalecimento da musculatura estabilizadora (na qual a musculatura do assoalho pélvico está incluída).

Esse fortalecimento favorece um maior controle sobre o fluxo de urina e a coordenação muscular dos músculos do períneo.

Os músculos do assoalho pélvico têm três funções: de suporte, mantendo no local os órgãos pélvicos; esfincteriana, impedindo a saída de urina, de fezes e de gazes e função sexual.

O Método Pilates tem como base iniciar e ancorar os seus movimentos a partir do Core – Power House, definido como um cinturão anterior e posterior estendendo-se desde a base das costelas até a região inferior da pelve, portanto incluindo os músculos do assoalho pélvico (MAP).

É importante ressaltar então que uma das opções de tratamento da Incontinência Urinária Feminina é o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, que consiste em contrações específicas dos músculos que o compõem e tem como benefícios a melhora da percepção e consciência corporal da região pélvica, o aumento da sua vascularização, tonicidade e força muscular.

By: http://revistapilates.com.br/2017/03/29/pilates-ajuda-incontinencia-urinaria/

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